Dici Onário
ASSALTOS
carnavalescos
Por Airton Soares
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uando nos deparamos com a palavra assalto, sendo ela escrita ou falada, suscitamos em nossa mente uma idéia imediata de medo… pavor! Foi isso o que me aconteceu ao ler, hoje, de relance, na seção do jornal O Povo (Fortaleza) “O Povo há 40 anos”: `1968 – Foi tão animado o primeiro assalto carnavalesco de Fortaleza, no Centro da cidade, onde a população confundia-se com os passistas no asfalto, ao som de contagiante (…)
“ Se hoje a palavra assalto causa sobrosso, há quarenta anos tinha outra conotação: tratava-se de uma brasileirismo familiar significando festa íntima e de improviso. Para melhor entendimento transcrevo abaixo texto, também do jornal O Povo, que explicita a expressão da época “assaltos carnavalescos”
“- O chamado Carnaval veneziano também é marcado em Fortaleza pelos “assaltos carnavalescos”. Do fim da primeira década do século XX aos anos 1930, os assaltos disputarão com os bailes a primazias nas crônicas carnavalescas.
- Os assaltos eram anunciados às residências. O grupo de foliões mascarados invadia as salas, destinadas às danças e ornamentadas com faixas, rosas e leques de papel crepom.
- Os assaltos mantêm-se até a década de 1930, mas passam a se concentrar nos clubes, e não nas residências.”